Mas não! Cara, não! Você veio do nada, sabe, como se fosse apenas mais uma pessoa você chegou e me abalou. Maldita seja a hora que eu me entreguei a isso! To cansada dessa coisa rotineira de sentir algo e não ser retribuída. Amar sozinha cansa. Meu querido, eu nunca tive sorte no amor e você deveria saber disso. São noites que parecem não acabar e dias que não me rendem nada…
Eu tive momentos que eu pensei que durariam para sempre mas agora eu estou aqui, pensando quantos infinitos eu pensei que durariam e que na verdade eram finitos. Você foi um desses ‘infinitos’ no qual eu me joguei, me doei, me dei e vi partir. Quem dera fosse apenas partir e ir embora…
Partir que eu digo é ME partir. Duas metades de uma só pessoa, uma delas acordada para vida e com o senso de que não era para ser, a outra, coitada, iludida e solitária, crente de que dias melhores estão por vir e que amores maiores aparecerão. Amores maiores? Por que a gente tem a maldita impressão de que um amor só se cura com outro? Por que amar a si mesmo nunca é suficiente?
Mas que droga! Por que você veio?
Autora: Juliana L.V
