Sempre me pergunto se teu silêncio era a linguagem que usava pra não me querer por perto, a gente nunca se olhou muito, só nos tocávamos.
Eu nunca te expliquei ou contei qualquer pensamento e tu, nunca confidenciou por completo alguma crise. Passado anos, eu quero saber, quem és tu que sempre gostei e admirei, porém nunca conheci, quem és?
Teria você, o rei das boas explicações, alguma resposta sincera e simples? Sei que sinceridade nunca foi tua maior característica.
Sei falar, também, do que você não é. Do quanto inconstante, difícil e complicado tu é. Você que sempre me pareceu leve e jovem, hoje me parece, velho e louco.
Tu se tornou a forma da minha decepção.
Autora: Juliana P.
