Mas ele era minha ilusão, minha fuga do mundo real, prum mundo onde era só nosso, onde nossas musicas, e versos pelo chão, fossem só nosso. Tudo só nosso, único, como o amor que ele dizia sentir por mim. Como poderá eu não ama-lo daquela forma tão límpida, verdadeira e tão bela.
Penso as vezes, que não sou merecedora de tanto.
Todos os dias, eu o via chegar, depois do meu adormecer na madrugada, com suas teorias de que o mundo era tão belo quanto o meu sorriso, e que as estrelas tinham o mesmo tom do brilho dos meus olhos.
Ele me mostrou as estrelas, e são brilhantemente encantadoras, naquele instante, eu senti o infinito, e foi como se tudo fosse possível. Tão possível, como se todos os sonhos tornassem realidade, como se a vida valesse a pena, foi então, que me tornei sua poesia. Vi em seu caderno de mão, seus rabiscos mais retos já existidos, falando sobre amor, algo que eu desconhecia.
Naquele momento, eu só queria passar meu infinito ao lado dele, como me prometeu, mas era hora dele ir embora, e foi ali que percebi que nada é tão pra sempre como ouvi falar.
Autora: Gabriela K.
