Você e eu navegamos por esses mesmos olhos, vivemos nosso próprio tempo, nosso verdadeiro amor. Os risos do dia, a bonança do crepúsculo e as aventuras pela escuridão, não completa, pois sempre que nublava-se, havia algo ali…
Estrelas.
Pontos brilhantes de esperança, cegantes de magia.
E a brisa?
A brisa que vinha das cascatas negras que misteriosamente abanavam para o interior. Nunca entendi aquilo… E nem precisava: você estava comigo.
Paixão que me fez fechar-me para o mundo, viver um fantasioso sonho de realidade, sem nunca acordar. A lua e o sol, negros, mas brilhantes, estranhamente encantadores.
Centro daquele pequeno mundo colorido. E era você quem dava-o a cor, a vida.
Lembro das estrelas cadentes, surgiam sempre que a misteriosa claridade passava pela escuridão. Estrelas douradas, rosadas…
Quantos pedidos não fizemos? Quantos se realizaram? Mas… Agora. Agora um choque que nos abate me faz ver claramente aquilo ser parte de algo maior.
Talvez não estivéssemos prontos para a descoberta…
Vejo isso em seus olhos, agora turvos, inconsoláveis, que transbordam em lágrimas o que um dia foi nós.
Autora: Vivian Costa.
