Mais do que em todas as outras vezes.
Foi uma pontada aguda, bem no meio do peito, perto do coração. Um nó no estômago.
Uma sensação agonizante, daquelas que chegam a dar medo.
Pensei em ligar, logo, desisti, queria te ter por perto, mas não queria te encontrar.
Faltou-me coragem, fiquei confusa, andei vagarosamente por todos os cômodos da casa, me desesperei ao pensar que talvez você encontre alguém melhor enquanto eu tento me resolver.
Enquanto eu insisto em consertar minhas próprias falhas, tentando lapidar o que ainda me resta de bom, a sua ausência machuca. Doeu, e ainda dói. Chorei, como sempre faço.
Aliás, é o que eu faço de melhor.
E lembrei de quando você reclamava dos meus dramas, das minhas crises.
A saudade bateu novamente.
Foi mais que um tapa na cara me dizendo para acordar, acordar para a vida.
Entender que sem você, tudo é triste, tudo dorme.
E eu não existo, não mais.
Autora: Bruna O.
