O que corroí é esse mesmo tédio, essa mesma solidão.
Aquele momento crucial em que deitamos na cama e olhamos para o teto e instantes depois uma lágrima escorre dos olhos.
É aquele vazio sorrateiro, é a lembrança do passado que vem à tona como um livro num fundo de baú empoeirado, como uma musica antiga cheia de nostalgia.
Aquele momento em que nem mesmo os amigos mais íntimos podem nos salvar do nosso inferno interior, do medo bobo e até infantil da vida.
Autora: Izabela Ferraz
