Me abracei diante daquela ferocidade de paisagem na beira do lago de Santa Pádua e comecei a chorar.
Aquele era o momento onde não saberiam se de fato eram lagrimas ou chuva.
Ainda no lago, obverso os pingos d’água ricochetearem em minhas pernas.
O ar já estava gélido, mas o desespero me aquecia.
Por minutos fiquei ali, admirando a chuva naquela tarde.
Era Agosto.
Era eu.
Era só.
Autor: Juliano T.
