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Tempestade!

A tempestade veio do leste do estado, com rajadas de ventos tão fortes capazes de me tirar do chão. 
Me abracei diante daquela ferocidade de paisagem na beira do lago de Santa  Pádua e comecei a chorar. 
Aquele era o momento onde não saberiam se de fato eram lagrimas ou chuva. 
Ainda no lago, obverso os pingos d’água ricochetearem em minhas pernas. 
O ar já estava gélido, mas o desespero me aquecia. 
Por minutos fiquei ali, admirando a chuva naquela tarde. 
Era Agosto. 
Era eu. 
Era só.





Autor: Juliano T.







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