Enquanto muitos tem medo de ficar só, de não achar a sua metade da laranja, eu me dou muito bem com a minha solidão, aprendi a lidar com a ausência das pessoas na minha vida.
Eu não sou só, tenho um pai, uma mãe… moro com mais quatro pessoas muito queridas para mim, mas com o dia corrido quase não os vejo.
Já fui bem mais sociável, falava o tempo todo.
De repente eu tive que aprender a viver com ausência de pessoas que eu amo, uma mudança de “todo dia” para umas três vezes ou nenhuma por mês.
No começo era tão ruim, acho que me incomodava mais porque eu teria que conviver mais comigo mesma, sem a ajuda de ninguém. Acho que tudo isso me serviu para que eu percebesse que falar demais, no meu caso, era um defeito.
Enfim, eu aprendi a viver bem melhor comigo mesma, porque por mais que eu tenha melhorado, que eu sou um pouco estranha para as outras pessoas, no entanto eu me amo, então eu lido com a perspectiva de que eu sou importante, mas nem todos tem a capacidade de me compreender.
Melhorei bastante na minha relação comigo mesma, perdi o medo de estar só e ter alguém deixou de ser uma necessidade, passou a ser apenas um bônus.
Talvez o maior problema das pessoas seja este, o fato delas serem demais para elas mesmas.
Então acredite quando as pessoas dizem que para você se dar bem com o mundo, para nós compreendermos o mundo e conviver com ele em paz, antes, precisamos fazer tudo isto com nós mesmos.
Eu fiquei bem melhor quando deixei de ver a solidão como inimiga e passei a tratá-la como uma amiga.
Autora: Camila J.
