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Uma noite, talvez duas ou três.

Saia comigo para qualquer lugar e se entrega como uma carta sem endereço. 
Descarta os pensamentos, os medos e receios, sinta o beijo puxado a mordidas no pescoço e minha mão nas tuas coxas macias e me olha como quem não sabe o que é isso á muito tempo. Faça um strep-tease e me devora em seguida. Jogue fora seu pudor, seu medo e se solta, deixe-me te joga na parede, no chão, dentro de ti e esquece as outras experiencias ruins, deixa eu te guiar, deixa eu te ensinar, com aquele tão sábio instinto de amar. 
Deixa eu te beijar como quem quer morder, deixa eu te chupa como quem quer te comer todinha... Sexy. Ah, como isso no ouvido te arrepia, gostosa! Jogue-se em cima de mim, deixe os cabelos cair sobre meu rosto e sorri no meio do beijo, deixa eu me iludir essa noite e achar que é só pra mim. Dança igual uma desastrada e seduz colocando o dedinho na boca, curta comigo a safadeza de um momento que pede tapas em forma de carinho e beijos em forma de mordidas. Mantém seus lábios nos meus dentes prensado e segurarei seu braço de forma trêmula e deixa o vento acariciar suas curvas. Adoro te olhar e te pegar olhando pra mim, de cabelo preso, aquele coque preso com um lápis e lábios presos, mendigando cafuné, carente. Não precisa disfarça. Eu também gosto, suas unhas são prova disso, elas desenharam desenhos magníficos nas minhas costas. 
Repousa do meu lado e me beija lentamente, beija brincado. Mas não com intuito somente de beijar, mas de provocar meus instintos e tesão que ofegam entre olhares tão quentes. 
Só fique aqui nesse chão que antes era gelado e agora está molhado com nosso suor, com nossos pudores, receios e medos. - Pedro G.




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