Perdi-me no luar da noite e no nascer do sol do dia seguinte, perdi-me na mais boba sensação de beber, perdi-me na mais bela sensação de amor e perdi-me então na mais estúpida das estúpidas bobeiras. Perdi-me então no olhar dele, super fofo e frágil, perdi-me nas nossas mais belas conversas de amor, perdi-me então nas minhas mais puras lágrimas de dor, perdi-me em mim de uma maneira estranha e nervosa, a qual me fez perder a pessoa que mais amo, ele, ele ficou chateado comigo e me deixou ali mal e sozinha na noite, sem ninguém, onde eu não sabia o que fazer, não sabia onde ir, nem como ir.. Perdi-o assim bem à toa, onde não fiz nada para não o perder, fiquei assim frágil e magoada comigo mesma, por não o ter ao pé de mim, onde só ele me poderia por a sorrir, onde só ele me conseguiria arrancar o mais verdadeiro amo-te e onde me poderia perder. Perdi-me também assim na mais estúpida desculpa para beber, e peguei na mais boba conversa de que o amava, e amo, só que naquele momento, já tocada com a bebida, não foi o momento certo para tal coisa ser dita, poderia ser dita de boca para fora, tal e qual como os meus gritos para não o deixar ir, foram os mais silenciosos possível para que ninguém ouvisse...
Falei-lhe então de boca cheia e alma quase vazia, mas a alma vazia não de sentimentos e sim de vontade, não tinha nem sequer vontade de percorrer o mais bobo caminho de volta ao reencontro das coisas. Perdi-me assim na mais pura estupidez do ser humano, na minha própria vontade de bebida.. Perdi-me e perdi-o assim desta minha maneira boba !
Autora: Corina Silva
